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quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Evento reúne fãs do seriado "Chaves" no Rio de Janeiro



No próximo sábado, dia 20 de novembro, a partir das 10 horas, os fãs do seriado mexicano Chaves irão se reunir na 2ª Convenção Jovem Ainda, organizada pelo fã-clube CHESPIRITO-Brasil, o maior sobre Chaves no país. A segunda edição do evento, que acontece desde 2007, será realizada no Campus Maracanã da UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro).

Além de participar de gincanas temáticas que remetem ao seriado, como equilibrar uma vassoura no pé, os fãs terão a chance de conhecer os dubladores oficiais dos personagens do desenho animado do Chaves. Nomes confirmados: Gustavo Berriel (Nhonho), Beatriz Loureiro (Bruxa do 71), Duda Espinoza (Godines), Waldir Fiori (Jaiminho) e Aline Ghezzi (Paty). Também está programado um show da banda Netos de Dona Neves, com músicas do seriado.

A 2ª Convenção Jovem Ainda será o décimo evento organizado pelo fã-clube CHESPIRITO-Brasil desde sua criação, em 2002. O maior deles aconteceu em 24 de abril de 2010: o 2º Festival da Boa Vizinhança, que trouxe a São Paulo os atores originais do seriado Carlos Villagrán (Kiko) e Edgar Vivar (Senhor Barriga/Nhonho).

O seriado Chaves estreou no México em 1971 e foi vendido para mais de 80 países. No Brasil, é exibido pelo SBT há 26 anos e pelo canal pago Cartoon Network desde o dia 1º de novembro de 2010.


Serviço:

2ª Convenção Jovem Ainda

Data: 20 de novembro de 2010 (sábado), das 10h às 20h

Local: UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro) – Campus Maracanã

Endereço: Rua São Francisco Xavier, 524 – Maracanã – Rio de Janeiro (RJ)

Ingresso: R$ 7 + 1kg de alimento não-perecível (ou R$ 10)

Mais informações: http://sitedochaves.com/

domingo, 11 de julho de 2010

Um sábado no Anime Friends

Nelson Machado é homenageado no Oscar da Dublagem 2010

O primeiro fim de semana do Anime Friends, maior evento de cultura pop na América Latina, foi um sucesso. A organização melhorou em comparação ao ano passado; apesar disso, contratempos irritaram boa parte dos visitantes.

Realizado pela terceira vez consecutiva no Mart Center (zona norte de SP), o Anime Friends reuniu mais três eventos no mesmo local: Comic Fair, Asia Fest e SP Game Show. Consequência do crescimento do próprio Anime Friends, que começou em 2003 paraticamente destinado apenas aos animes e mangás e, gradativamente, integrou outros elementos da cultura jovem, como os games e os quadrinhos. Os quatro eventos puderam ser bem divididos em cada espaço do Mart Center.

Não houve filas, pelo menos
no sábado, dia 10 de julho, quando a reportagem compareceu ao evento. Uma das principais reclamações dos visitantes eram as filas gigantescas nos poucos caixas para trocar o dinheiro antes de comer (o real não é aceito na praça de alimentação). Cinco cabines, com dois caixas cada, espalharam-se pela praça, evitando a aglomeração.

Quem comprou ingresso antecipado era levado ao Palco Cosplay, onde seriam realizados concursos de coslpay, palestras e o Oscar da Dublagem, o principal acontecimento do dia além do Super Friends Spirits, show já tradicional que reúne intérpretes de canções de animações e seriados live-action japoneses.

Pois aí está um ponto negativo do evento. As duas maiores atrações foram programadas para o mesmo horário (19 horas), sendo o Oscar no Palco Cosplay e o Super Friends Spirits no Palco Principal. Os fãs tiveram que escolher entre acompanhar a premiação e conferir a apresentação de Akira Kushida, Takayuki Miyauchi e Shinichi Ishihara.

Não bastasse a coincidência de horários, o Oscar da Dublagem atrasou mais de uma hora. Os apresentadores da premiação, Hermes Baroli e Márcia Morelli, driblaram o alvoroço do público com dinamismo e bom humor. Os grandes vencedores da sétima edição do Oscar da Dublagem foram o estúdio carioca Delart e o filme Up - Altas Aventuras, com três prêmios, incluindo Melhor Direção e Melhor Dublagem. Um dos momentos mais emocionantes foi a homenagem a Nelson Machado (foto acima, retirada do site CavZodiaco.com.br), dublador de Kiko (Chaves), Fred Flintstone (Os Flintstones) entre outros personagens.

O teste final para a organização do Anime Friends será no próximo domingo, dia 18, último e mais lotado dia do evento. Abaixo, os vencedores do Oscar da Dublagem 2010:

Melhor dublagem: Up - Altas Aventuras (estúdio Delart).
Melhor direção de dublagem: Garcia Jr. (Up - Altas Aventuras).
Melhor dublador de protagonista: Isaac Bardavid (Logan em X-Men Origens - Wolverine).
Melhor dubladora de protagonista: Mariangela Cantú (Dra. Grace em Avatar).
Melhor dublador de coadjuvante: Lauro Fabiano (Dumbledore em Harry Potter e o Enigma do Príncipe).
Melhor dubladora de coadjuvante: Miriam Fischer (Bellatrix em Harry Potter e o Enigma do Príncipe).
Melhor narrador ou locutor: Philippe Maia (Todo Mundo Odeia o Chris).
Prêmio revelação da dublagem: Dudu Drummond (Russel em Up - Altas Aventuras).
Melhor canção ou trilha adaptada: Félix Ferrá (A Princesa e o Sapo).
Melhor redublagem ou sequência: Lost (estúdio Delart).
Melhor mixagem: Star Trek (estúdio Delart).
Melhor tradução ou adaptação: Marcelo Del Greco e Arnaldo M. Oka (Saint Seiya - The Lost Canvas).
Melhor dublagem de anime: Saint Seiya - The Lost Canvas (estúdio Dubrasil).
Melhor dublador de anime: Silas Borges (Alone em Saint Seiya - The Lost Canvas).
Melhor dubladora de anime: Cristiane Monteiro (Lindinha em Meninas Super Poderosas Geração Z).
Conjunto da obra: Nelson Machado.

sábado, 15 de maio de 2010

Virada otaku

Parecia trio elétrico, mas em cima do carro de som não havia Ivete Sangalo nem Claudia Leitte. Veronica, vocalista da banda J~Squad, ao lado dos demais integrantes, cantou músicas-tema de animes (animações japonesas) e agitou a Parada Cosplay, no início da Virada Cultural 2010, na noite deste sábado. É a primeira vez que a cultura pop japonesa tem espaço no evento, que acontece desde 2005.

Os otakus, como são conhecidos os fanáticos pela cultura pop japonesa, seguiram o carro de som pelo centro de São Paulo. A reunião começou por volta das 18h30, na praça João Mendes. Em seguida, vieram cantando músicas das animações nipônicas. Os cosplayers, que se vestem como seus personagens de anime favoritos, viraram alvo dos fotógrafos e dos frequentadores da Virada.

Por volta das 19h, o carro parou na praça do Patriarca, e os fãs puderam tomar fôlego para cantar suas anime songs preferidas. Os cantores driblaram o frio com as músicas e a animação do público. A apresentação ficou prejudicada pelas falhas do playback (alguém riscou o CD do show!).

Às 20 horas, os otakus se reuniram com outros nerds na praça Roosevelt, no encontro denominado Dimensão Nerd. Um palco já estava montado para Veronica, Eduardo Costa e os demais integrantes da J~Squad entoarem as músicas preferidas da animada plateia. No meio do show, as bandanas de Naruto dividiram espaço com sabres de luz, e os Cavaleiros do Zodíaco se encontraram com os Cavaleiros Jedi. Fãs de anime e de Star Wars se encontraram e, por um instante, a apresentação da J~Squad foi ofuscada pela presença de Darth Vader.

A Parada Cosplay foi um aquecimento para dois eventos que acontecerão em breve: a
CosplayCon, nos dias 22 e 23 de maio, e o Anime Friends, em julho. Porém, a expectativa fica para que a cultura pop japonesa continue na próxima Virada Cultural.

sábado, 1 de maio de 2010

Nietzsche é tema de novo livro do professor Mauro Araujo de Sousa

Livro de docente da Faculdade Cásper Líbero traz os principais conceitos do filósofo alemão

Professor Mauro Araujo e seu livro. Foto: Viviane Laubé

Nietzsche volta a ser tema de uma publicação do professor de filosofia da Faculdade Cásper Líbero, Mauro Araujo de Sousa. Assim como a anterior, Nietzsche Asceta, lançada em dezembro de 2009 (Ed. UNIJUÍ), Nietzsche: Viver intensamente, tornar-se o que se é, publicado pela Editora Paulus, teve seu lançamento na livraria Martins Fontes da Avenida Paulista, no dia 27 de abril.

De acordo com o autor, a mais recente obra, escrita há dois anos durante as férias, distingue-se da anterior por ser mais condensada e por ter linguagem mais acessível. "Nietzsche Asceta é um livro mais denso, indicado para quem quer se aprofundar em alguns conceitos do filósofo com uma linguagem mais trabalhada. Recomendaria primeiro ler este e depois ler Nietzsche Asceta", declara.

Na livraria, ocorreu um bate-papo entre Mauro Araujo, o também professor de Filosofia da Cásper Líbero Francisco Nunes e o professor Rodrigo Fernandes. Logo no início do debate, o autor esclareceu a intenção da obra: "Já pensara no livro com este intuito, não de ser auto-ajuda, mas de competir com ela. Nada contra os de auto-ajuda, mas acredito que prometem demais e, ao invés de auxiliarem as pessoas, eles frustram-nas", afirma Araujo.

Fernandes lembra que o subtítulo da publicação nomeia um capítulo da autobiografia de Nietzsche, Ecce Homo. Segundo o autor, foi proposital. "Uma das intenções é também 'morar em sua própria casa', porque vivemos muito com modismos. Aliás, precisamos tomar cuidado "om os próprios escritos de Nietzsche para não virar moda, porque já virou, não é?", provoca. Mauro Araujo completa a explicação afirmando que "muitos de nós estamos sem teto, pois não somos autênticos".

Ele recomenda Nietzsche: Viver intensamente, tornar-se o que se é para pessoas que não se contentam em estagnar e pensam que todos os obstáculos que aparecem possam se transformar em estímulos fortalecedores. "E, como parte de Nietzsche, claro que é também um livro provocativo, polêmico", finaliza.

Esta reportagem foi originalmente publicada no site de Cultura Geral da Faculdade Cásper Líbero.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Ode ao erro

Exposição discute, de forma interativa e bem-humorada, os erros de português recorrentes

Por Paulo Pacheco e Viviane Laubé

“Tá quereno ir numa esposissão?” Calma, os erros são propositais. Mas, caso não tenha entendido, a exposição Menas: o certo do errado, o errado do certo, do Museu da Língua Portuguesa, ensina a maneira correta de falar português.

Logo na entrada, a expressão “menas” em tamanho gigante assusta os defensores da língua culta e consola quem a aderiu ao próprio vocabulário. Espelhos pendurados com palavras pintadas de azul dão o tom de um jogo com efeitos óticos, prendendo o olhar dos visitantes.

Na sala seguinte, painéis saltam da parede com diversos erros ortográficos comuns durante o ato da fala. Por exemplo, muitas pessoas ficam impressionadas ao descobrir que “eu explodo de raiva” está incorreto na forma culta, pois segundo gramáticos e dicionaristas, o certo seria “eu estou explodindo de raiva”. Vitória para o maltratado e banalizado gerúndio.

Um quiz sobre o uso correto da língua portuguesa está presente no local. Mesmo quem acerta as perguntas tem uma surpresa: o computador aceita todas as alternativas como exatas. Desta forma, a exposição defende que a língua sofre transformações a partir do uso dos falantes, e se alguém utilizou uma palavra, ela existe.

Murais, aparelhos de televisão, mesas e camisetas se transformam em suportes para trechos de poesias e músicas que tratam o idioma com originalidade. As citações vão de Machado de Assis e Clarice Lispector a Demônios da Garoa e Racionais Mc’s.

Uma personagem marcante da exposição é Norma, a Camaleoa. No espelho do banheiro, quatro mulheres discutem as regras do português. A Norma Helena defende a gramática; a Brigite, o léxico; a Lígia, a semântica; e, por fim, a Maria, crente de que o uso faz o linguajar, mesmo concordando com a posição das outras. Na verdade, as quatro Normas compõem uma só personagem – a língua portuguesa.

O espaço reservado ao humor e à criatividade do brasileiro possui anúncios, frases de parachoque de caminhão e algumas das expressões mais utilizadas no cotidiano, como: “Aquele lá foi pra cucuia”, “Se pá, até rola” e “Uh! Tererê!”. Nas placas, a engenhosidade ganha níveis inacreditáveis. Uma das mais engraçadas é a da venda de um refrigerador: “Compra-se geladeira viva ou morta”.

Ao contrário do que possa parecer, a exposição não tem cunho didático. Incentiva o uso correto de nosso idioma, considerado um dos mais difíceis de aprender. Não obstante, pretende demonstrar que erros corriqueiros da fala podem ser facilmente compreendidos. Afinal, está claro o sentido da primeira frase do texto, não está?

Serviço:
Menas: o certo do errado, o errado do certo
Local: Museu da Língua Portuguesa (Praça da Luz, s/nº – Centro)
Ingresso: R$ 6 (grátis para menores de dez, maiores de 60 anos e aos sábados)
Quando: Terça a domingo, das 10h às 17h. Até 27 de junho.


Esta crítica foi originalmente publicada no site de Cultura Geral da Faculdade Cásper Líbero.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Festa do Eu Sozinho

Localizado na Cachoeirinha (zona norte de SP), o Centro Cultural da Juventude (CCJ) Ruth Cardoso comemora quatro anos de sua fundação no próximo sábado (dia 27). No entanto, o espaço ainda é pouco movimentado, e a data corre o risco de passar em branco.

Para tentar atrair mais público, a biblioteca inaugurou, no último sábado (dia 20), uma HQteca – biblioteca exclusiva para histórias em quadrinhos. "Percebi que quadrinhos é o que mais sai da estante, então o investimento maior tem sido nisso, por isso que veio a decisão de inaugurar uma HQteca", afirma Dolores Biruel, coordenadora da biblioteca.

Alguns eventos isolados conseguem trazer mais visitantes ao CCJ. O projeto "Diálogos", que traz um profissional renomado para contar sobre sua carreira, também é realizado na biblioteca. Um dos recordes de público foi durante a vinda do ex-jogador de futebol Raí. "A do Raí encheu bastante e foi impressionante porque foi no meio da semana", ressalta Biruel.

Um projeto que busca atrair os moradores é o "A hora e a Vez do Vestibular", uma série de palestras sobre as obras literárias exigidas pelos principais vestibulares do País. Dolores Biruel fica emocionada ao comentar o sucesso dos encontros: "A ideia era incentivar a leitura. Só que eu via necessidade de ter um professor que utilizasse a linguagem do vestibular. Deu certo, e o resultado que eu tive foi o das pessoas virem até aqui e falar: 'Passei no vestibular, entrei'".

Outros eventos não têm a mesma sorte. As sessões de cinema, que aconteciam às quartas e quintas-feiras no anfiteatro do CCJ, foram canceladas no final de 2009, por falta de público. A promessa é retornar com o "cinema". "Havia sessões com cinco, oito pessoas. Queremos continuar, desde que não sejam no anfiteatro, que é um espaço privilegiado do centro cultural. Não temos prazo, mas a ideia é voltar", afirma Marília Jahnel, assistente de redes sociais.

Jahnel também adianta os preparativos para a Virada Cultural 2010, que reúne os centros culturais espalhados pela capital paulista. Em 2008 e 2009, o cineasta Zé do Caixão participou do Cinetério, que exibiu filmes de terror de madrugada em frente ao Cemitério de Vila Nova Cachoeirinha (assista ao vídeo abaixo). O CCJ, desta vez, terá uma participação mais tímida. "O Cinetério vai continuar, mas não na Virada. Decidimos que, para a Virada, teremos RPG (Role Playing Game)", antecipa.

Para comemorar o aniversário de quatro anos, O CCJ Ruth Cardoso será transformado em picadeiro, com atrações circenses no último fim de semana de março – o dia 27 também é o Dia do Circo. Já a Virada Cultural 2010 acontece dias 15 e 16 de maio.

domingo, 14 de março de 2010

Tudo o que é Sólido vira DVD

No dia 13 de março, a livraria Cultura do Bourbon Shopping Pompeia foi tomada por jovens apaixonados por livros. O local pode parecer óbvio, mas o motivo era o lançamento em DVD da série Tudo o que É Sólido Pode Derreter, produzida pela Ioiô Filmes em parceria com a TV Cultura.

Reunidos em um box com quatro DVDs, os 13 episódios da produção infanto-juvenil retratam o dia a dia de jovens de uma escola pública. A protagonista Thereza (Mayara Constantino) se envolve com as obras da literatura e passa a projetá-las em seu cotidiano.

De forma bem humorada, a série aborda clássicos como Macunaíma, de Mário de Andrade, Dom Casmurro, de Machado de Assis, e Os Lusíadas, de Luis de Camões. “Tenho o impulso de trazer outras formas de arte para dentro do audiovisual. E, na TV, sinto falta de coisas que tornem todas essas artes acessíveis aos jovens”, conta Rafael Gomes, um dos criadores de série.

O evento começou com um bate-papo com os diretores e atores de Tudo o que É Sólido Pode Derreter. Durante a coletiva, o elenco destacou que a série não tem a linearidade comum na dramaturgia televisiva. Thereza, por exemplo, mesmo sendo a personagem principal, não é boa moça o tempo todo. Nem Dalila (Wendy Bassi) exerce o papel de antagonista em todos os episódios – como o próprio nome da série sugere. Ao final, os atores foram surpreendidos com a exibição, no telão do auditório da livraria, dos erros de gravação, além de momentos de descontração entre os atores.

Em seguida, o público adolescente pôde praticar a tietagem com pedidos de autógrafos e fotos. “Graças ao episódio sobre Os Lusíadas, consegui tirar 8,5 na prova”, confessa uma fã ao diretor Esmir Filho.

Rafael Gomes adianta a produção da segunda temporada da série, que começará a ser produzida em breve. “O projeto mira obras da literatura de língua portuguesa. Vamos continuar com essa investigação das obras literárias dos grandes autores nacionais.”

A produção audiovisual também está prestes a concorrer espaço com os clássicos que aborda. O diretor começou a escrever um livro sobre Tudo o que É Sólido Pode Derreter. “Foi um convite de uma editora que gostou muito do trabalho feito na série. Estou tendo que descobrir como fazer isso, é um trabalho diário”, revela Rafael.

Enquanto a nova temporada não começa, os fãs podem assistir aos 13 episódios iniciais da série pela internet. Mas também vale o convite de aproveitar o tempo lendo uma das obras indicadas em Tudo o que É Sólido Pode Derreter.

EDIT: Esta reportagem foi publicada no site de Cultura Geral da Faculdade Cásper Líbero.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Gazeta: a "nanica" imponente

No aniversário de 416 anos de São Paulo, a cidade ganhou uma emissora de televisão para chamar de sua: a Gazeta. Quarenta anos depois, a trajetória do canal da Fundação Cásper Líbero, que se confunde com a história recente da metrópole, é contada pelo pesquisador Elmo Francfort no livro Av. Paulista, 900: A História da TV Gazeta.

O livro, impresso pela Imprensa Oficial, integra a Coleção Aplauso, da mesma editora do Governo do Estado. O lançamento aconteceu na noite de aniversário da emissora, no Teatro Gazeta. Centenas de personalidades e profissionais de diferentes épocas da TV quarentenária compareceram à noite de autógrafos.


Telões exibiam momentos marcantes da trajetória da emissora. Equipamentos antigos, datados da época da fundação, foram expostos no evento. A TV Gazeta exibiu links ao vivo no programa Todo Seu, de Ronnie Von, excepcionalmente apresentado ao vivo.

Elmo, de 27 anos, também publicou Rede Manchete: Aconteceu Virou História (2008), é diretor da Associação Pró-TV e responsável pelo departamento histórico do Museu da Televisão. Um fã declarado de televisão que soube unir o útil ao agradável.

"Quando a gente faz o que gosta vai longe. E acho importante essa paixão pela TV, justamente no sentido de preservar a própria história, seja da TV, do rádio, do jornalismo. Isso é muito importante, não apenas para mim, mas também para as pessoas que são do meio, para aprender um pouco mais e fazer cada vez mais um trabalho que faça com que o jornalismo evolua mais ainda", declarou Elmo Francfort durante a sessão de autógrafos de seu mais recente livro.

Quem também não poderia deixar de comparecer é Vida Alves. A atriz de 81 anos (fará 82 em abril), protagonista do primeiro beijo da TV brasileira, fundou a Associação dos Pioneiros da Televisão Brasileira, e lamenta a falta de interesse pela conservação da história deste meio de comunicação. "Acho difícil convencer autoridades, os governadores, os prefeitos. Eu estou sempre batendo nas portas. Um dia acontecerá [o interesse], mas ainda não aconteceu."

Vida, aliás, considera-se "predestinada". Além do beijo, até então inédito, em Sua vida me pertence (1951), apresentou o primeiro programa regular em cores da TV brasileira, na Gazeta, em 14 de março de 1972: Vida em Movimento. O vestido azul e vermelho que estava na exposição foi usado por Vida no programa e pareceu simples para uma ocasião tão importante. Ela se justifica: "O meu vestidinho era mais bonitinho, este é uma réplica. O capricho está sempre em concordância com o bolso, você sabe que o bolso não era muito cheio. Mas, de qualquer forma, houve a intenção de colocar duas cores no vestido".


Apesar de - ou por - ser a menor das emissoras abertas, a Gazeta é lembrada por sua independência editorial e pela isenção jornalística. "Aposto que em uma TV grande um editor não pode trabalhar como redator ou como repórter. Em uma emissora pequena, não. Você redige o texto, de repente, diante da necessidade, o editor-chefe chama para fazer um trabalho de repórter. Em uma TV de pequeno porte você consegue trabalhar em todas as áreas. É ideal para quem quer começar", diz Laerte Vieira, âncora do Jornal da Gazeta.

Outro que reconhece a liberdade que a Gazeta proporciona é Leão Lobo, que saiu da emissora em 2002, quando uma crise provocou demissão de funcionários e foi comparada por muitos à crise que extinguiu a Rede Manchete (1983-1999). Embora tenha passado por outros veículos que proporcionam independência jornalística - rádios Globo e Record e TV Bandeirantes -, o apresentador, atualmente na CNT, recorda com saudade sua época na Fundação Cásper Líbero.

"Algumas emissoras são grandes, mas comprometidas. Aqui na Gazeta era uma maravilha, eu amava trabalhar aqui, disse isso no depoimento que dei sobre a história da Gazeta, e é o que eu sinto. É uma emissora em que eu saí chorando e voltaria sorrindo, porque eu amo essa casa, deixei grandes e queridos amigos", relembra Leão.

Durante a pesquisa para a publicação. O escritor revelou que aprendeu "que sempre é possível fazer a lei. Você pode ter o recurso que tiver, mas se não tiver a cabeça para usar esses recursos, você nunca vai fazer nada."


Mais eventos relacionados à TV acontecerão em 2010, em virtude do aniversário de 60 anos de sua inauguração no Brasil, em 18 de setembro. "Teremos uma exposição na Caixa Cultural e um evento, este ainda está só embrionariamente preparado, que vai ser – espero – na Sala São Paulo, homenageando os pioneiros", antecipa Vida Alves.

Já Elmo Francfort esconde o jogo quanto a futuras publicações televisivas: "Surpresa, surpresa". Os admiradores da história da TV aguardam as novas pesquisas, que, certamente, serão fontes de estudo nas bibliotecas das principais faculdades de comunicação do país.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Barril de homenagens

Há 25 anos, um gênio desembarcou na TV brasileira: Roberto Gómez Bolaños. O ícone mexicano "Chespirito" estreou no SBT com duas de suas séries mais famosas: Chaves e Chapolin. No último sábado (dia 12), admiradores da obra de "Chespirito" - os "chavesmaníacos" - se encontraram no restaurante Chilango, em São Paulo.

A quarta edição do evento "Vamos ao Chilango com o Polegar Vermelho" trouxe um pedido ao SBT: a reapresentação de episódios que foram exibidos nos anos 80 e que jamais voltaram ao ar, os episódios "perdidos". Muitos, na verdade, são "esquecidos", pois compõem o acervo CH da emissora, porém foram substituídos por roteiros semelhantes. Os fãs criaram um abaixo-assinado na internet, chamado "Volta Perdidos CH & CH", e já conta com mais de duas mil adesões.

Impressionou o interesse da mídia em noticiar o encontro de "chavesmaníacos". O R7 e o UOL levaram fotógrafos. O SBT, que enviou o repórter Diego Sangermano, noticiou superficialmente o motivo do encontro, omitindo - como sempre - o termo "perdidos". A reportagem foi ao ar no SBT Brasil. O Pânico na TV, da RedeTV!, também entrou na brincadeira: Alfinete e Sabrina Sato levaram Zina para mandar "salves" para toda a turma do Chaves.

O ponto alto do encontro foi a participação dos dubladores. Chaves não seria o que é aqui no Brasil se não fossem algumas destas vozes que compareceram ao "Vamos ao Chilango...": Cecília Lemes (Paty, até 1984, e Chiquinha, a partir de 1988), Sandra Mara Azevedo (Chiquinha e Dona Neves, até 1984), Osmiro Campos (Professor Girafales, a partir de 1984) e Sílton Cardoso (Godines até 1990) formaram parte do elenco que deu um ar tupiniquim ao humorístico mexicano. Gustavo Berriel, o fã que dubla há três anos o Nhonho, e agora dubla o Jaiminho e o Senhor Barriga, completou o grupo presente.

Pela primeira vez em um evento CH, duas vozes de uma mesma personagem compareceram. Foi o caso da Chiquinha, que foi dublada por Sandra Mara Azevedo no lote de 1984 e Cecília Lemes a partir do lote de 1988. Os fãs não perderam a oportunidade e realizaram um "duelo de Chiquinhas". As duas choraram simultaneamente. Nos quesitos gritaria e talento, deu empate.

Além das perguntas da plateia, os dubladores encararam uma série de diálogos de Chaves e de Chapolin. Um teve de ser criado para que todas as vozes participassem. A estreia de Osmiro Campos em um evento CH foi bem aproveitada pelos fãs, que encenaram uma "Escolinha do Professor Girafales". Cada resposta "certa" (de acordo com o diálogo da série) valia um prêmio: um DVD com episódios "perdidos".

O encontro reuniu muito mais do que fãs e dubladores: reuniu centenas de corações apaixonados por duas letras: CH. Chaves e Chapolin fez a infância de três gerações. E, se depender dos "chavesmaníacos", não sairá da TV tão cedo.

sábado, 28 de novembro de 2009

Celso Unzelte lança "Timão 100 anos"

Após Jornalismo Esportivo: Relatos de uma paixão, lançado há duas semanas, o jornalista e professor da Faculdade Cásper Líbero, Celso Unzelte, lança mais uma publicação. Aproveitando os festejos do centenário do Corinthians, seu time de coração, em 2010, ele promoveu uma noite de autógrafos do livro Timão 100 anos – 100 jogos, 100 ídolos, na última terça-feira (dia 24) na Livraria Cultura da avenida Paulista.

Segundo o autor, a obra não é uma simples lista dos maiores jogos e ídolos da história corintiana: "A ideia não era produzir um livro estatístico, mas contar a história do clube de uma maneira diferente pelo menos de tudo o que foi publicado até agora. As biografias, a história e a importância dos jogos estão muito mais esmiuçadas do que tudo que escrevi antes”.

Dividido em décadas, o livro traz um panorama do período, inserindo o Corinthians naquele contexto. Há também notas explicativas sobre acontecimentos marcantes do clube, como a Democracia Corinthiana. “Não há uma história linear, há fatos importantes que chamam a atenção e que são comentados e ilustrados à parte. Isso deixa a leitura mais dinâmica”, explica.

Os jogos relacionados vão desde a primeira vitória do clube – 2 a 0 sobre o Estrela Polar, em 14 de setembro de 1910 – até o empate em 2 a 2 com o Internacional, que deu o título da Copa do Brasil de 2009. Para elencar os ídolos, o autor não recorreu a atributos técnicos. “Para o corintiano, o jogador não precisa ser necessariamente um craque, mas tem que ficar no coração”, esclarece. Celso fez questão de anexar uma relação, em ordem alfabética, de todos os jogadores que vestiram a camisa do Timão.

O jornalista Mauro Beting não poupou elogios ao mais novo livro do amigo: “Não há ninguém mais preparado para contar essa história como o Celso. Ele é um grande pesquisador e tem uma paixão indescritível pelo Corinthians. Não só para quem é corintiano, como também para quem gosta de futebol e de História”.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

"Introdução ao Jornalismo": para amadores e profissionais

Por pouco, o blecaute não atrapalhou. Na noite desta terça-feira (dia 10), a radialista e professora da Faculdade Cásper Líbero, Magaly Prado, lançou a coleção Introdução ao Jornalismo. A livraria Saraiva MegaStore do Shopping Pátio Higienópolis, em São Paulo, ficou pequena para tantos estudantes e profissionais apaixonados pela área.

Magaly convidou cinco autores para a coleção de quatro volumes sobre a profissão: Luiz Caversan (Introdução ao Jornalismo Diário - Como fazer jornal todos os dias), Patrícia Ceolin do Nascimento (Técnicas de Redação em Jornalismo - O texto da notícia), Cleide Floresta e Lígia Brauslauskas (Técnicas de Reportagem e Entrevista no Jornalismo - Roteiro para uma boa apuração
) e Celso Unzelte (Jornalismo Esportivo - Relatos de uma paixão).

"A organização dos volumes durou mais de um ano. Fui lendo todos, deixando-os com uma uniformidade, sempre me preocupando com o aluno. Queria que fosse algo que o aluno lesse em um final de semana. É para universitários, mas quem gosta de jornalismo vai curtir, porque não tem aquele tom pedagógico", conta Magaly Prado.

Colunista da Folha Online, Luiz Caversan (foto acima, à esquerda) trabalhou na Folha de S.Paulo durante 21 anos. Antes, havia ficado sete no jornal O Estado de S. Paulo. Sua grande experiência em periódicos diários foi o que o levou a escrever
Jornalismo Diário - Como fazer jornal todos os dias: "Na Folha, passei por quase todas as editorias. Conversando com a Magaly, percebi que tinha uma visão múltipla de vários aspectos do jornalismo e que conseguia mostrar como era o trabalho em cada parte de um jornal. Procurei dar uma noção para muitas pessoas, inclusive formadas em Jornalismo, que nunca pisaram em uma redação de jornal".

Colega de Magaly na Cásper Líbero, Celso Unzelte (foto acima, à direita) deu alento a quem quer ser jornalista esportivo a partir de sua própria vida: " É a história de um garoto que gostava de futebol, era office-boy quando entrou na faculdade e conseguiu o que queria. Quem quiser seguir a carreira não terá finais de semana, nem noites de quarta e quinta-feira. Mas há o lado da esperança, de você perseguir seus sonhos, ter uma perspectiva de trabalhar feliz, com o que gosta".


No final do evento, Caco Barcellos foi abraçar seus companheiros de profissão, e elogiou a coleção organizada por Magaly Prado. "Acho muito interessante pegar um livro e ver toda a experiência, o melhor do autor concentrado em poucas páginas. Os autores da coleção são profissionais experientes, com uma trajetória forte no jornalismo. Não só quem está chegando ao mercado, mas todos nós temos muito a ganhar, até porque nossa profissão é feita de subjetividades. É sempre legal ouvir opiniões diferentes", comenta o jornalista.

sábado, 8 de agosto de 2009

A liberdade de criação na Cuba socialista

Exposição de cartazes cinematográficos traz a arte liberal cubana pós-Revolução

Cuba: país recluso, comunista. Atributos que, aparentemente, não inspiraria nenhum artista. Pelo contrário, a ausência do caráter comercial trouxe liberdade de criação a doze designers, cujos cartazes cinematográficos estão reunidos na exposição "Cartazes Cubanos – Um Olhar sobre o Cinema Mundial", na Caixa Cultural São Paulo.

Além do filme, os trabalhos, datados de 1965 a 1992, retratam as inovações artísticas de períodos distintos. Todos medem 51 cm X 76 cm e foram produzidos através da serigrafia, técnica de impressão em tela, geralmente de seda. Um televisor exibia o documentário Poética Gráfica Insular, que inseria os cartazes nos postes de Havana.

A ideologia não influenciava a escolha dos filmes. Produções soviéticas, polonesas e tchecoslovacas dividiam espaço com filmes de países capitalistas, como Japão, Inglaterra e Estados Unidos, cada um com seu cartaz "made in Cuba". Diretores renomados não eram esquecidos, o caso de Sergei Eisenstein, Alfred Hitchcock e Glauber Rocha.

O colorido dos trabalhos das décadas de 1960 e 1970 tem inspiração psicodélica. Alguns exemplos são os cartazes A Odisséia de General José (1969), de Antonio Pérez González (Ñiko); Caminho e Fim de Saturno (1969), de Eduardo Muñoz Bachs (1937-2001); A Revolução dos Inconfidentes (1972), de Jorge Dimas González; e Moby Dick (1968), de Antonio Fernández Reboiro.

A década de 1980 aparece pouco na exposição. A produção de cartazes neste período teve desempenho fraco, em virtude da crise econômica, prejudicando a indústria cinematográfica cubana e a exibição de filmes estrangeiros na ilha. Os trabalhos da época denotam forte apelo cômico.

Destaque para Bachs. Seu cartaz para o documentário cubano Antes tarde do que nunca (1987) traz um relógio-despertador dormindo na cama. Já para o filme argentino Esperando a carroça (1986), Bachs mostra um homem, a princípio morto – porém sorrindo e com os olhos abertos –, dentro de um caixão servindo de apoio para corvos.

O ápice do humor, no entanto, aparece no cartaz de Néstor Coll para a Mostra de Filmes Restaurados pela Federação Internacional de Arquivos Filmográficos (FIAF). Trata-se de Carlitos, clássico personagem de Charles Chaplin, dentro de uma cela e vestindo um uniforme semelhante à película.

A pluralidade de conteúdo presente nas obras dos designers cubanos impressiona, num primeiro instante, por serem de Cuba, país fechado à economia capitalista. Exatamente essa independência em relação ao mercado proporcionou aos artistas maior liberdade para criar e se inspirar nas tendências políticas e culturais de meados do século XX. Criatividade e originalidade em simples telas de seda.

Serviço
Cartazes Cubanos – Um Olhar sobre o Cinema Mundial
Local: Caixa Cultural São Paulo (Praça da Sé, 111).
De 5 de agosto a 13 de setembro.
Terça a domingo, das 9 às 21h.
Informações: (11) 3321-4400
Entrada franca.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Último dia do Anime Friends 2009 empolga fãs de tokusatsus

Otakus enfrentam fila de quase duas horas para assistir aos shows do evento

Fila, plaquinhas, fantasias. Ingredientes que sobraram na sétima edição do Anime Friends 2009, o maior evento de cultura pop japonesa da América Latina, realizado em dois finais de semana no Mart Center (zona norte de São Paulo) e encerrado no dia 19 de julho.

Os otakus – fãs de animes (desenhos animados) e mangás (histórias em quadrinhos) – tiveram de esperar cerca de duas horas para entrar. Nesse tempo, a criatividade aflorou nas já tradicionais plaquinhas, publicando de enquetes a comentários curiosos.

Criativas também foram as fantasias dos cosplayers: enquanto cinco rapazes se vestiram como os Cavaleiros do Zodíaco, outro grupo parodiou as guerreiras de Sailor Moon (foto). Até as Meninas Super Poderosas – em versão masculina – compareceram.

Embora algumas salas estivessem ausentes nesta edição, como a de Chaves e sobre Harry Potter, outras estrearam, como a do livro Crepúsculo. Também estiveram presentes a Editora Panini, com a versão manga da Turma da Mônica, e a PlayArte, com a promoção de DVDs de Os Cavaleiros do Zodíaco, Yuyu Hakusho, Naruto e outros animes de grande sucesso entre os otakus. A rede de cabeleireiros Soho transformou o visual do público por 1 kg de alimento não-perecível.

Vale destacar a apresentação da banda Wasabi, formada por brasileiros, às 16 horas. O set list empolgou a plateia. Músicas de animes como Naruto e Death Note dividiram o show com canções em português, marcantes na infância dos espectadores. As versões brasileiras de Pokémon, Shurato e Yuyu Hakusho deram tom nostálgico ao espetáculo.

O chamariz do último dia do Anime Friends é o Super Friends Spirits, show reunindo intérpretes japoneses de animesongs – as músicas que embalam os animes. Os protagonistas desta edição foram os cantores de tokusatsus – séries live-action japonesas – Yukio Yamagata, cantor da abertura de Gaoranger; Schnichi Ishihara (foto ao lado), intérprete da música de Gogo V; e Akira Kushida (foto acima) – cantor de Jiraiya, Jiban e Jaspion, séries exibidas pela extinta TV Manchete e aclamadas pelo público otaku. Antes, a Associação Pak Shao Lin realizaram uma apresentação de kung-fu, incomodando o público, apressado pelo show principal.

O Anime Friends 2009 terminou. Agora é esperar pela oitava edição, em 2010, e as mesmas peculiaridades do evento, como as filas quilométricas, atraso nos shows, gritaria dos fãs e muita história para contar no dia seguinte. Porque o Anime Friends é, sobretudo, uma confraternização entre fãs, vindos com caravanas do Brasil inteiro, ansiosos pelo acontecimento máximo.