quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Evento reúne fãs do seriado "Chaves" no Rio de Janeiro



No próximo sábado, dia 20 de novembro, a partir das 10 horas, os fãs do seriado mexicano Chaves irão se reunir na 2ª Convenção Jovem Ainda, organizada pelo fã-clube CHESPIRITO-Brasil, o maior sobre Chaves no país. A segunda edição do evento, que acontece desde 2007, será realizada no Campus Maracanã da UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro).

Além de participar de gincanas temáticas que remetem ao seriado, como equilibrar uma vassoura no pé, os fãs terão a chance de conhecer os dubladores oficiais dos personagens do desenho animado do Chaves. Nomes confirmados: Gustavo Berriel (Nhonho), Beatriz Loureiro (Bruxa do 71), Duda Espinoza (Godines), Waldir Fiori (Jaiminho) e Aline Ghezzi (Paty). Também está programado um show da banda Netos de Dona Neves, com músicas do seriado.

A 2ª Convenção Jovem Ainda será o décimo evento organizado pelo fã-clube CHESPIRITO-Brasil desde sua criação, em 2002. O maior deles aconteceu em 24 de abril de 2010: o 2º Festival da Boa Vizinhança, que trouxe a São Paulo os atores originais do seriado Carlos Villagrán (Kiko) e Edgar Vivar (Senhor Barriga/Nhonho).

O seriado Chaves estreou no México em 1971 e foi vendido para mais de 80 países. No Brasil, é exibido pelo SBT há 26 anos e pelo canal pago Cartoon Network desde o dia 1º de novembro de 2010.


Serviço:

2ª Convenção Jovem Ainda

Data: 20 de novembro de 2010 (sábado), das 10h às 20h

Local: UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro) – Campus Maracanã

Endereço: Rua São Francisco Xavier, 524 – Maracanã – Rio de Janeiro (RJ)

Ingresso: R$ 7 + 1kg de alimento não-perecível (ou R$ 10)

Mais informações: http://sitedochaves.com/

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Os fins sobrepujam os meios

No dia 7 de novembro, o jornalista Daniel César publicou em seu blog, TV x TV, uma crítica intitulada "Teleton e o Assistencialismo Barato", sobre a transmissão do evento que arrecada fundos para a AACD (Associação de Assistência a Criança Deficiente). A crítica rendeu comentários furiosos dos leitores. A crítica pode ser lida acessando este link: http://is.gd/gO5dH Abaixo, está a minha resposta à crítica de Daniel César:

Os fins sobrepujam os meios

A TV é, ainda, o meio mais eficaz de divulgação de uma marca, um produto ou uma ideia, por ainda ser o veículo mais democrático e mais acessível, já que quase todos os lares possuem televisores. Dessa forma, a AACD precisa da TV para divulgar seu nobre trabalho na recuperação de deficientes físicos.

Se não fosse a TV, e se a AACD não fosse lembrada ano a ano por causa do Teleton, aposto que a associação jamais conseguiria arrecadar R$ 23 milhões em duas noites. Muitas pessoas só lembram que a AACD existe uma vez por ano, porque assistem ao Teleton - por isso é fundamental levar as crianças deficientes ao palco, mostrar o tratamento dado a elas, enfim, divulgar o trabalho da AACD.

Muitas destas pessoas são fãs dos artistas que participam do Teleton. Por isso a presença desses artistas é importante. Eu diria que é um apelo midiático do bem. O Léo, da dupla Victor & Léo, falou bem sobre isso no sábado, que a causa de ajudar é maior e mais importante do que a presença dos artistas no palco (não foi com essas palavras). Mesmo que as pessoas contribuam somente porque os artistas pedem, pelo menos elas doam.

Sobre o apelo por ibope, o Teleton e o único "programa" que converte instantaneamente audiência em dinheiro. Cada doação de R$ 5 era uma pessoa assistindo (que pode ter doado mais vezes também). Programas de TV precisam de audiência para mostrar os altos índices do Ibope ao mercado publicitário e, assim, faturar. Contudo, no Teleton, a única instituição que "fatura" é a AACD, diferenciando-se, assim, do mencionado Programa do Gugu.

Acho muito válido ter uma opinião contundente sobre o Teleton, Daniel. Ainda mais nessa sociedade hipócrita, que liga para o Teleton e discrimina os deficientes físicos nos outros 364 dias do ano. Porém, não tratando o evento como um mero show sensacionalista. A TV, em sua característica fundamental, é show. Para chamar o público, o show é um dos meios mais eficazes. E o Teleton deve continuar assim, porque seu motivo é nobre.

Sabe aquela frase do pensador Maquiavel, "Os fins justificam os meios"? No Teleton, esta frase ganha novo sentido: "Os fins sobrepujam os meios".

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Chaves no Cartoon Network: Independência

Não, este post não é sobre a eleição de Dilma Rousseff como a primeira presidente do Brasil. Hoje, o canal pago Cartoon Network começou a exibir o seriado Chaves, às 9h30, com episódios inéditos. O fato surpreendeu os fãs, incendiou os fóruns da internet e deixou o gosto de surpresa para logo mais, às 20h30, quando será exibido Chapolin. Abaixo, meu comentário em um desses fóruns:

Pelo menos para nós, fãs brasileiros, o dia 1º de novembro de 2010 é o Dia da Independência do SBT. Conhecemos El Chavo del 8 graças ao SBT, retribuimos com audiência, e essa relação se mantém há 26 anos.

Mas nós, fãs brasileiros, nos informamos pela internet e descobrimos um incontável número de episódios que o SBT não exibe, seja por capricho, seja porque não os comprou mesmo. Desde então, passamos a criticar o SBT por cortar um episódio aqui, editar outro ali, cancelar outro acolá. E o SBT, responsável inclusive pela existência do fã-clube e deste fórum, passou a ser nosso alvo.

Há algum tempo, já estamos acostumados a assistir a CH por outros meios: Repretel (canal da Costa Rica, certo? Já vi uma vez e boa parte da coleção de episódios de alguns fãs veio da Repretel), TLN e agora Cartoon Network. Este último um canal de maior alcance, embora seja pago. Sempre detestei TV paga, por ser paga (e por não tê-la em casa também). É muito restrita, sempre foi associada à elite que pode pagar, e nunca gostei disso. Mas cada vez mais brasileiros estão tendo acesso aos pacotes econômicos da NET, SKY e similares e, assim, podem ver CH no Cartoon Network, canal com muito mais visibilidade do que o TLN, da Televisa. O SBT, a partir de hoje, perdeu sua importância no meio CH, virando uma alternativa secundária para assistir às séries.

Ironicamente, a partir da exibição de hoje, notei que a TV aberta é mais fechada do que a própria TV por assinatura. As emissoras tentam padronizar o conteúdo importado que exibem ao grande público. Podem ver na abertura editada dos Simpsons, na Globo. Chaves, Chapolin e Chespirito sofreram com este padrão. Às vezes, o feitiço vira contra o feiticeiro, como a tradução da saga de Acapulco, que virou Guarujá, e mesmo assim todos falam Acapulco.

O exemplo acima é consequência de outra burrada: comprar o primeiro episódio da saga separado dos outros dois. Isso faz lembrar uma coisa: estamos independentes do SBT, mas quem está acima de SBT, TLN e Cartoon Network é a própria Televisa. Grande parte das imperfeições do SBT quanto a Chaves é culpa da Televisa. As outras burradas são culpa desse padrão que o SBT, como canal aberto, tenta imprimir a seu público.

Enfim, 26 anos depois, chegamos à conclusão - óbvia - de que Chespirito é maior que o SBT. Falta o mundo descobrir que Chespirito é maior que a Televisa.


Abaixo, a primeira exibição de Chaves pelo Cartoon Network:








domingo, 31 de outubro de 2010

O destino do Brasil

Em quem os brasileiros vão votar?

Na Dilma...




... ou no Serra?



sábado, 18 de setembro de 2010

O futuro já começou

O título condiz com o tema deste texto, sobre o aniversário da TV brasileira. Conhecido verso da música de final de ano da maior emissora do Brasil, "O futuro já começou" também representa o atual estágio da nossa televisão. Entre a resistente velha guarda, há jovens que mantêm a "fábrica de sonhos" funcionando.

Parece que o tempo não passou para a TV brasileira. Na Globo, a nova novela das seis, Araguaia, terá no elenco Lima Duarte, Regina Duarte e Laura Cardoso. A novela das sete voltou 25 anos para resgatar o sucesso de Ti-ti-ti. O SBT é a maior prova do passado no presente: Manoel da Nóbrega criou A Praça da Alegria em 1957, e seu filho, Carlos Alberto, manteve a ideia em A Praça é Nossa. Sem contar os ícones: Raul Gil, Hebe Camargo e o mestre Silvio Santos, que sustenta a audiência de sua emissora com reprises - das câmeras escondidas dos anos 1990 às novelas da extinta Rede Manchete, passando pelo mexicano Chaves, há 26 anos no ar.

Apesar disso, a renovação da TV já começou há mais de vinte anos e está se aproximando do ápice. Silvio Santos já tinha consciência de sua finitude quando anunciou a aposentadoria, em 1988, deixando os domingos sob a responsabilidade do pupilo Gugu Liberato - o que não ocorreu. A Globo já sabia que deveria ter um substituto para Chacrinha, um velho guerreiro em fase terminal. Fausto Silva preencheu a lacuna parcialmente: sua língua - o que que mais o aproximava de Abelardo Barbosa - foi polida. E o gordo desbocado do Perdidos na Noite virou o Faustão, em 1989. Hoje, o destino dos programas de auditório está nas mãos de Celso Portiolli (SBT), Luciano Huck (Globo) e Rodrigo Faro (Record).

Em 1990, veio a MTV Brasil e um novo conceito: a segmentação. A TV por assinatura, ascendente mas ainda tímida nas classes mais baixas, impulsionou essa transformação. Canais destinados à mulher, à criança, à música, ao cinema, ao jornalismo. Com o controle remoto, o telespectador aprendeu a escolher. A primeira década do século XXI termina com as emissoras tentando adivinhar o que atrai audiência certa.

Tal poder de decisão definirá os rumos da TV nos próximos anos. Com o público cada vez mais longe de casa, o televisor terá mais importância como artigo decorativo, mas a televisão continuará existindo: na internet, no celular. O televisor será mais móvel como nunca. A alternativa para escapar da concorrência com outras mídias é unir-se a elas.

E o conteúdo? Prognóstico mais certo é o da continuação da hegemonia da Globo. Mas o futuro das emissoras restantes é incerto. O SBT não sabe como irá se comportar quando Silvio Santos inevitavelmente parar. A Record ainda tem dificuldade para andar com as próprias pernas - e abandonar as duas muletas: Igreja Universal e cópia do Padrão Globo de Qualidade. A RedeTV!, caçula dos canais VHF, investe em tecnologia o que não investe em excelência na programação. À Band falta a mesma ousadia com a que apresenta no jornalismo.
As maiores transformações de fato acontecerão quando as gerações seguintes assumirem o controle das emissoras. A atuação dos herdeiros dos Marinho, dos Abravanel e dos Saad definirá se a TV realmente entrará em nova fase. Mas o público - felizmente - tem mais opções para se informar e se entreter. Quando quiser. Onde quiser. A TV já moldou o brasileiro. Chegou a vez de o brasileiro moldar a TV. O futuro já começou.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Autobiografia alvinegra

É fácil demais torcer pelo time que está ganhando. Queremos ser vencedores, e imprimimos nossa vontade de triunfar, por exemplo, no futebol. Então, como explicar a existência de uma Nação formada por 30 milhões de apaixonados por um time que não conquistou títulos internacionais significativos nem possui estádio – por enquanto – digno? Uma pergunta tão complexa pode ser respondida com exemplos pessoais. Conto, pois, o meu.

Contrariando a lógica familiar, não herdei de meu pai o time do coração. Simplesmente porque ele não torcia – e ainda não torce – por time algum. E a aversão dele ao futebol contagiou-me durante sete anos. Minha memória inicia-se em 1993, quando decidi ser torcedor de um time por ano. Isso mesmo. Só que a memória para aí. Não me lembro quais os times escolhidos, exceto por uma lembrança: uma caneca, comprada em 1993, do Corinthians. Nesse ano, portanto, eu era corintiano. Ano em que o Corinthians não foi campeão – perdendo inclusive para seu arquirrival, Palmeiras. Por que torci por um time perdedor, então?

O ano de 1997 foi um divisor de águas. O Corinthians venceu o Campeonato Paulista às vésperas do meu aniversário de oito anos. Fui seduzido pela conquista, que acalmou um dos anos mais conturbados de minha vida. A partir do título paulista, tornei-me corintiano. Mas o azar pegou-me de surpresa: o segundo semestre do time foi catastrófico, correndo o risco de cair para a segunda divisão no Campeonato Brasileiro. No entanto, mantive minha fidelidade ao Corinthians. Por quê?

Fiel em 1998, quando Raí tirou o título paulista do Corinthians. Jogo que perdi. Tive que acompanhar minha mãe em uma busca inquietante pelo CD “Chiquititas 2” para minha irmã. Minha fúria, aos 9 anos de idade, era mais uma prova de que já não pertencia a mim mesmo, mas ao Corinthians.

Em seguida, veio a época mais vitoriosa do clube. Quatro títulos, sendo dois nacionais e um mundial. Entreguei minha vida ao Corinthians, colecionando tudo (o que estava ao alcance do meu bolso infantil) sobre o clube. Camisas, jornais, pôsteres e revistas – a maioria destas, aliás, assinadas por quem viria a ser meu professor de Jornalismo, uma emocionante coincidência. Em 1999, era orgulho ser corintiano, mesmo tendo sido eliminado da Taça Libertadores pelo Palmeiras. E daí? Aquele timaço apaixonado sobrepujava qualquer gozação adversária.

O desafio final veio em 2000. Comemorei o Mundial embalado pelas conquistas do ano anterior. Contudo, a nuvem alvinegra que pairou sobre mim durante esse tempo tornou-se negra por completo. Uma de minhas maiores decepções como corintiano aconteceu em 6 de junho. Terça-feira. Véspera do meu aniversário de 11 anos. Semifinal da Taça Libertadores. Corinthians x Palmeiras. Após termos vencido com suor e raça o primeiro jogo por 4 a 3, nos preparamos para a segunda e decisiva partida. Jamais havíamos chegado tão longe na competição mais aguardada pelos corintianos. O calendário castigou o time, que tinha três jogos importantíssimos na mesma semana. Os reservas foram eliminados da Copa do Brasil pelo Botafogo, na quinta-feira. Dois dias depois, o São Paulo nos tirou do Paulistão. Revés atrás de revés, mas não me desanimei e acompanhei o jogo da minha vida pela televisão.

O resultado: eliminação nos pênaltis. Após a cara incrédula, o desabafo. O choro incontido no quarto. A expectativa ruim para o dia seguinte, quando esperaria os colegas palmeirenses prontos para tirar sarro do único corintiano da sala. Eu já sofria bullying por outros motivos, desta vez por ser corintiano. E agora, o que faço? Troco de time? Desisto do futebol? Não. Bom, eu realmente me afastei do vício e ingressei na pré-adolescência. Mas o amor que eu acreditava ter sido suprimido pela dor da derrota, reaparecia a cada título posterior. Sem perceber, comemorei com incrível entusiasmo as conquistas no Campeonato Paulista, na Copa do Brasil e no Campeonato Brasileiro. Resisti às lágrimas em 2007. Vibrei com a volta em 2008.

Tantas derrotas citei neste texto. Tantos motivos para desistir de ser corintiano. Mas corintiano não desiste. Porque ser corintiano é razão de existência. Quando menos se espera, corpo e alma estão amalgamados ao amor pelo Corinthians. Não vibro pela vitória. Não vibro pela derrota. Vibro pelo Corinthians, e agradeço por essa alma alvinegra ter dado a mim um motivo para sorrir – e chorar; enfim, para viver. Obrigado, Corinthians!

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

"Cemitério é um lugar de paz"

Hoje é sexta-feira, dia 13, data que remete ao terror. Para "comemorar", segue uma pequena entrevista realizada em junho com Zé do Caixão, ícone do cinema de terror brasileiro. A reportagem encontrou o cineasta no lançamento do DVD de A Sina do Aventureiro, na Livraria Cultura do Bourbon Shopping Pompeia. Confira abaixo:

Por que A Sina do Aventureiro só saiu agora em DVD?

Foi lançado em 1958 no cinema e os padres proibiram. Tive que ir para o interior e, em cada sala onde ia passar, revertia uma parte dos lucros para a Igreja da cidade onde estava, para que não proibissem. Foi uma fita que trouxe muitos problemas para mim, mas, ao mesmo tempo, abriu um caminho grande, porque foi o primeiro CinemaScope - técnica que utiliza lentes anamórficas para gravar filmes widescreen - brasileiro. Sinto-me orgulhoso por ter essa ousadia, porque na época diziam que não era possível fazer isso no Brasil. E, daí em diante, abriu-se o caminho para todos os filmes de Mojica, e entrei naquilo de que mais gostava, que é o gênero terror.

Mas A Sina do Aventureiro não é de terror, é?

Não, é um bangue-bangue. Para a época era violento e o consideraram muito erótico. Hoje não tem mais isso.

O terror não assusta mais?

Não. Hoje o gênero para assustar é difícil, porque o terror natural é muito maior do que o de ficção. Você sai na rua e não sabe se volta para casa. Vivemos um momento terrível, principalmente eu, que tenho filhos e netos. Fico preocupado o tempo todo. Sempre há reclamações, coisas acontecendo perto de casa. Estamos vivendo tempos de violência que devem ser levados ao cinema. Se ninguém se preocupar com isso, ano que vem devo abordar esse tema no cinema, para ver se quem entrar na Presidência começa a levar por um caminho mais sério. E usar o cinema, que é uma comunicação geral, como um emissor, para que o povo, principalmente a juventude de hoje, saiba o rumo a seguir.

Quer dizer que, depois de Encarnação do Demônio, haverá mais um filme do Zé do Caixão?

Encarnação do Demônio faz parte de uma trilogia que só termina com Sete Ventres para um Demônio. Meu próximo filme, Corpo Seco, não tem nada com encarnação. É uma obra de terror que vou fazer em Pouso Alegre (MG), sobre uma lenda local.

Há previsão para estreia?

A de Corpo Seco só será em 2011, porque nesse ano vou trabalhar no lançamento de A Praga - de 1980 -, que só faltam dois minutos para fazer a apresentação e será lançado em outubro.

Em 2009 e 2010, fez o “Cinetério” no Cemitério da Cachoeirinha (zona norte de SP). Isso o senhor já faz há um tempo...

O “Cinetério” eu faço há uns 30 anos. Isso para mim é a coisa mais normal do mundo. Tanto ir, dormir numa tumba aberta, não tem problema. Ou mesmo ficar em uma câmara de cadáveres congelados, já fiz isso muitas vezes.

Quantos cemitérios já visitou?

Entre o Brasil e o exterior, acho que uns 400. É muito cemitério.

Há mais do que pessoas mortas ali?

Tem muita coisa. Mas é legal, porque ninguém fala mal de ninguém. É um lugar de paz.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Debate ou bola?


Daqui a pouco, às 22 horas, o primeiro debate presidencial será exibido pela Band. No mesmo horário, o time do São Paulo joga contra o Internacional pela Taça Libertadores da América. A infeliz coincidência prejudica a democracia.

Para evitar que o segundo jogo da semifinal da Libertadores coincidisse com a final da Copa do Brasil, a Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmembol), a pedido da Rede Globo, adiou a partida em um dia. Assim, a emissora carioca poderia transmitir os dois jogos decisivos, e a Band não exibiria com exclusividade Vitória x Santos. Foi o que aconteceu ontem.

A alteração da data do jogo entre São Paulo e Internacional parece ter sido ignorada ou esquecida pela Band, que marcou o primeiro debate entre candidatos à presidência na mesma noite. A primeira vez em que Dilma Rousseff e José Serra se enfrentarão na televisão será ofuscada pela semifinal que a Globo transmitirá com exclusividade em TV aberta.

Como se não bastasse, o local do debate – a sede da TV Bandeirantes – e o do jogo – o estádio Cícero Pompeu de Toledo – ficam no mesmo local, o bairro do Morumbi (zona oeste de SP) a poucos quilômetros de distância um do outro.

Estranha o fato de que a Band é conhecida pelos debates e pela cobertura esportiva. No entanto, optou por não mudar a data do debate, já que os candidatos – especialmente Dilma Rousseff – cancelou a ida a vários eventos semelhantes por problemas na agenda.

No entanto, o maior prejudicado é o eleitor, que perderá a chance de acompanhar as propostas de Dilma, Serra, Marina Silva e Plínio de Arruda Sampaio. A Band, que se orgulha de sua tradição de debates, marcou um gol contra em seu primeiro ato nesta cobertura eleitoral.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Luto por Gibe


Faleceu na manhã desta sexta-feira Gilberto Fernandes, o Gibe, um dos maiores humoristas do Brasil. Intérprete do Papai Papudo, personagem do Bozo (SBT) e ator de câmeras escondidas ao lado de Ivo Holanda, Gibe ficou sumido por uns tempos da TV. Encerrou sua carreira como redator para os programas de Renato Aragão, o Didi (Rede Globo).

Uma de suas últimas aparições públicas foi na festa organizada pela cantora Marly Marley para ajudar o ator e humorista Viana Júnior, que interpretava o personagem Apolônio - conhecido por se irritar com a Velha Surda (Rony Rios, morto em 2001) em A Praça é Nossa (SBT). O show foi realizado no Teatro Gazeta (SP) em 19 de maio. Infelizmente, Viana veio a falecer em 7 de junho.

Tive a felicidade de encontrar-me com Gibe e Ivo Holanda no Teatro Gazeta. Gibe queria ter o entusiasmo de seu amigo, queria voltar a atuar em câmeras escondidas, mas já estava debilitado do sistema circulátório. Além disso, sentia dores nos pulmões e tinha dificuldade para andar.

Gibe nem viu o show promovido por Marly Marley, só quis ver os amigos. Parecia uma despedida anunciada. E foi. Mas ele será sempre lembrado: em uma câmera escondida postada no YouTube ou reprisada no Programa Silvio Santos. Ou quando, em um encontro de amigos, se alguém perguntar as horas outro gritar: "São 5 e 60".

Muito obrigado, Gibe.

domingo, 11 de julho de 2010

Um sábado no Anime Friends

Nelson Machado é homenageado no Oscar da Dublagem 2010

O primeiro fim de semana do Anime Friends, maior evento de cultura pop na América Latina, foi um sucesso. A organização melhorou em comparação ao ano passado; apesar disso, contratempos irritaram boa parte dos visitantes.

Realizado pela terceira vez consecutiva no Mart Center (zona norte de SP), o Anime Friends reuniu mais três eventos no mesmo local: Comic Fair, Asia Fest e SP Game Show. Consequência do crescimento do próprio Anime Friends, que começou em 2003 paraticamente destinado apenas aos animes e mangás e, gradativamente, integrou outros elementos da cultura jovem, como os games e os quadrinhos. Os quatro eventos puderam ser bem divididos em cada espaço do Mart Center.

Não houve filas, pelo menos
no sábado, dia 10 de julho, quando a reportagem compareceu ao evento. Uma das principais reclamações dos visitantes eram as filas gigantescas nos poucos caixas para trocar o dinheiro antes de comer (o real não é aceito na praça de alimentação). Cinco cabines, com dois caixas cada, espalharam-se pela praça, evitando a aglomeração.

Quem comprou ingresso antecipado era levado ao Palco Cosplay, onde seriam realizados concursos de coslpay, palestras e o Oscar da Dublagem, o principal acontecimento do dia além do Super Friends Spirits, show já tradicional que reúne intérpretes de canções de animações e seriados live-action japoneses.

Pois aí está um ponto negativo do evento. As duas maiores atrações foram programadas para o mesmo horário (19 horas), sendo o Oscar no Palco Cosplay e o Super Friends Spirits no Palco Principal. Os fãs tiveram que escolher entre acompanhar a premiação e conferir a apresentação de Akira Kushida, Takayuki Miyauchi e Shinichi Ishihara.

Não bastasse a coincidência de horários, o Oscar da Dublagem atrasou mais de uma hora. Os apresentadores da premiação, Hermes Baroli e Márcia Morelli, driblaram o alvoroço do público com dinamismo e bom humor. Os grandes vencedores da sétima edição do Oscar da Dublagem foram o estúdio carioca Delart e o filme Up - Altas Aventuras, com três prêmios, incluindo Melhor Direção e Melhor Dublagem. Um dos momentos mais emocionantes foi a homenagem a Nelson Machado (foto acima, retirada do site CavZodiaco.com.br), dublador de Kiko (Chaves), Fred Flintstone (Os Flintstones) entre outros personagens.

O teste final para a organização do Anime Friends será no próximo domingo, dia 18, último e mais lotado dia do evento. Abaixo, os vencedores do Oscar da Dublagem 2010:

Melhor dublagem: Up - Altas Aventuras (estúdio Delart).
Melhor direção de dublagem: Garcia Jr. (Up - Altas Aventuras).
Melhor dublador de protagonista: Isaac Bardavid (Logan em X-Men Origens - Wolverine).
Melhor dubladora de protagonista: Mariangela Cantú (Dra. Grace em Avatar).
Melhor dublador de coadjuvante: Lauro Fabiano (Dumbledore em Harry Potter e o Enigma do Príncipe).
Melhor dubladora de coadjuvante: Miriam Fischer (Bellatrix em Harry Potter e o Enigma do Príncipe).
Melhor narrador ou locutor: Philippe Maia (Todo Mundo Odeia o Chris).
Prêmio revelação da dublagem: Dudu Drummond (Russel em Up - Altas Aventuras).
Melhor canção ou trilha adaptada: Félix Ferrá (A Princesa e o Sapo).
Melhor redublagem ou sequência: Lost (estúdio Delart).
Melhor mixagem: Star Trek (estúdio Delart).
Melhor tradução ou adaptação: Marcelo Del Greco e Arnaldo M. Oka (Saint Seiya - The Lost Canvas).
Melhor dublagem de anime: Saint Seiya - The Lost Canvas (estúdio Dubrasil).
Melhor dublador de anime: Silas Borges (Alone em Saint Seiya - The Lost Canvas).
Melhor dubladora de anime: Cristiane Monteiro (Lindinha em Meninas Super Poderosas Geração Z).
Conjunto da obra: Nelson Machado.